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Qualidade de Vida nas Empresas

Como tornar a sua empresa family-friendly.

Feb 15, 2019 5:24:05 PM por Sodexo

 

Como tornar a sua empresa family-friendly

A sociedade está a evoluir no caminho de um maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional, e isso torna-se tão mais importante quando surgem filhos. Permitir que os colaboradores consigam esse equilíbrio sentindo que a sua família é importante para a empresa repercute-se em produtividade.

Ambiente empresarial Family-friendly

O senso comum ditaria que depois dos filhos nascerem a motivação para a carreira profissional diminui. Porém, começa-se a perceber que essas assunções não são assim tão verdadeiras para as famílias atuais que procuram o equilíbrio entre a família que estão a desenvolver e o seu eu profissional. Nesse sentido, melhoram-se e aumentam-se os direitos– por lei – na parentalidade (1). Mas a realidade laboral dos pais e mães deve também ser melhorada no sentido de dar as boas-vindas a um novo elemento.

É do conhecimento geral que os nórdicos são exímios nesta procura do equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. No livro The Nordic Theory of Everything: In Search of a Better Life, de Anu Partanen são enunciados vários estudos que confirmam exatamente que se houver um ambiente flexível, family-friendly (amigo da família) com medidas para redução do stress, os colaboradores estarão mais motivados e satisfeitos. Esse bem-estar resulta numa menor rotatividade e, evidentemente, maior produtividade.

Pensar um conjunto de ações neste sentido pode fazer a diferença nos resultados da sua empresa.

Medidas concretas de apoio às famílias 

Algumas medidas parecem estar a generalizar-se como o alargamento da licença de maternidade paga, o alargamento da licença aos pais, a extensão da licença do pai, a maior participação do pai no início de vida da criança, a existência da licença de amamentação.

Porém, nem sempre é o suficiente para que uma família se ajuste às exigências das funções a desempenhar em ambos os papéis: profissional e pai/mãe.

Cada país adota diferentes medidas para colmatar esta necessidade. Algumas dessas medidas Governamentais ou Privadas podem incluir:

- Governos que apostam num vasto leque de oferta de creches públicas.
- Creches financiadas/disponibilizadas pelas empresas à margem do orçamento Estatal.
- Médicos de Família integrados nas instalações das empresas.
- Escolaridade obrigatória gratuita.
- Horários flexíveis (nas creches e no trabalho).
- Parte do horário reduzido para amamentação, sendo que a mãe decide como usufruir do período disponibilizado.
- Ofertas de Kits por Entidades Públicas. Esses kits incluem bens essenciais ao início de vida como berço, mantas, fraldas, produtos de higiene. As entidades públicas podem ser a Segurança Social ou Ministérios responsáveis pelos assuntos da Família.
- Valores monetários entregues às famílias como um abono de família.
- Partilha da licença de maternidade com o pai.
- Possibilidade de trabalhar a meio tempo quando a família tem crianças até determinadas idades (em Portugal, a função pública pode pedir esse benefício quando a família inclui crianças até 12 anos).

Estudos diversos sobre equilíbrio vida pessoal e trabalho

A Sodexo levou a cabo um estudo em 7 países e concluiu que os empregadores que se esforçam por criar um ambiente equilibrado sólido entre trabalho e família conseguem maior retenção de talento, reconhecimento e produtividade.
89% dos gestores de pequenas e médias empresas afirmaram identificar um aumento na produtividade e eficiência após a aplicação de medidas para que os colaboradores organizem melhor as suas vidas pessoais (2).

Se o colaborador pode entrar até meia hora após o início do horário de trabalho e puder compensar no final do dia ou hora de almoço é o suficiente para reduzir o stress de quem tem pouca margem para deixar as crianças de manhã nas creches ou escolas, e atravessar o trânsito da cidade até ao emprego.

A preocupação com os recém-papás pode ir mais além, e a Austrália dá o exemplo. Um programa com cursos e formações sobre como equilibrar a vida pessoal e familiar, que inclui consultoria às empresas, mas também ações de formação aos pais e serviços de bem-estar às mães. Massagens, recuperação pós-parto, nutrição, cuidados ao bebé, entre vários outros fornecidos aos colaboradores de forma gratuita sem prejuízo da sua rotina pessoal e profissional.

Empresas que se associam a este programa e que o implementam são reconhecidas pelo seu cariz atual, moderno e family-friendly (Programa Parents At Work (3)). 

A cultura organizacional é fundamental

Estes benefícios perdem a sua relevância na produtividade e satisfação dos colaboradores se houver pressão social ou dos pares para não serem utilizados, pelo que a cultura organizacional é extremamente importante. Esta cultura deve ser trabalhada vertical e horizontalmente na hierarquia das empresas.

Mudança de paradigma

Esta flexibilidade de que falamos em várias vertentes é mais importante para os colaboradores do que os empregadores possam pensar. As mentalidades mudaram e as novas gerações já não vivem para o trabalho, embora ele seja uma parte fundamental da sua realização. Com níveis de qualificação e especialização muito elevados, o trabalho é imprescindível para a sua felicidade, desde que equilibrado com a realização pessoal.

E é esta mudança de paradigma que os empregadores têm de aceitar para implementar medidas que permitam aos pais gerir a sua rotina, aproveitando tempo de qualidade com os seus filhos sem estagnar a carreira.

E a prova desta discrepância de visões está patente no estudo “The 2015 Workplace Flexibility Study” da Workplace Trends, em que 67% dos empregadores dizem que os seus colaboradores têm equilíbrio entre vida profissional e pessoal, porém 45% dos colaboradores afirmam o contrário.

Este estudo evidenciou também alguns dos resultados positivos dessas políticas de flexibilidade:
- 87% de colaboradores satisfeitos
- 71% de maior produtividade
- 65% maior retenção de talento
- 69% usavam esses programas como ferramenta de recrutamento
- 54% dizem que esses programas facilitaram o recrutamento

 

Ponto de vista dos empregadores

Porém, para os empregadores as preocupações prendem-se com o abuso por parte dos colaboradores, com a justiça entre departamentos e setores aos quais as políticas de flexibilidade possam não se aplicar. Além disso, o argumento da cultura organizacional ainda pesa bastante pois 40% dos gestores inquiridos afirmam não fazer parte da cultura da empresa permitir teletrabalho, horário flexível, etc.

Podemos concluir que este equilíbrio para apoio aos colaboradores que são pais ainda precisa ser trabalhado na sociedade atual, seja da parte dos colaboradores, quer da parte dos empregadores.

Tópicos: Viver Bem, Motivação

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Publicado por: Sodexo

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